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PARÁGRAFO SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 


         O texto “A falsa promessa do chatGPT” de Noam Chomsky, Ian Roberts e Jeffrey Watumull consiste em uma reflexão crítica das inteligências artificiais. Os autores discorrem sobre uma controvérsia já abordada em outras obras: até que ponto a tecnologia é benéfica? Essas inovações podem se igualar e, posteriormente, substituir a produção humana?                                                                                                                                                                     As IAs se desenvolvem com o propósito de ultrapassar o cérebro humano quantitativamente e qualitativamente. Contudo, essa equiparação dificilmente vai ocorrer porque a criatividade humana, o senso crítico, a capacidade de opinar, emitir juízos de valor e frases complexas não são programáveis.  Portanto, o ser humano consegue superar a inteligência artificial sem possuir a quantidade de artifícios (dados) que esse último possui. Além da dificuldade de desenvolver  tais características humanas, outras críticas surgem em torno da utilização da IA: o plágio, já que são utilizados dados pré-existentes;  o racismo pela predominância branca no desenvolvimento desses softwares; a apatia, uma vez que não possuem sentimentos; e a obviação, pequeno poder de invenção.

Esse texto crítico dialoga com o filme documental “Dilema das Redes” à medida que apresenta o dualismo do desenvolvimento tecnológico, apontando seus benefícios para o homem, mas também os males embargados em si. Porém há uma distancia quando o documentário afirma que a evolução da mente humana não acompanha a evolução tecnológica. Realmente, a nossa mente pouco se desenvolveu em milhares de anos, contudo o homem continua portando-se de qualidades insubstituíveis que impedem tal comparação de progresso.

Por outro lado, ao comparar “A falsa promessa do chatGPT” com “Animação Cultural’ do filósofo Flusser, percebe-se uma semelhança. Assim como o homem capitalista está  sujeito a massificação, padronização e objetificação perdendo, dessa maneira, sua subjetividade, a inteligência artificial atua da mesma forma que o sistema vigente ao tornar o conhecimento  objetivo e previsível.

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